segunda-feira, 30 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Final

Alemanha 0x1 Espanha

A bola derrotou a camisa. E por mais simpatia que este catarinense que escreve tenha pela Alemanha, a vitória espanhola coroou o melhor futebol apresentado na Euro 2008, que foi uma das melhores da história. Desde a primeira fase, a Espanha jogou muita bola, principalmente apoiada por um meio de campo fantástico, assustador, estarrecedor. Aliás, algo já alertado aqui pelo blog no nosso preview da Euro. A Alemanha sempre é a Alemanha, mas não jogou nem 25% do futebol que a Fúria jogou na Áustria e na Suíça. E a final da competição deixou isso tudo bem claro. A Espanha jogou muito mais que a Alemanha nessa decisão. Com a lesão de Villa, Fàbregas começou o jogo como titular, o que deixou David Silva abrir pela direita e acabar com a atuação de Lahm, um dos principais apoiadores alemães. Aliás, Silva voltou a ser um dos vértices do fabuloso meio-campo espanhol, ao lado de Xavi e Iniesta. Na defesa, preciso baixar a bola para falar de Puyol e Marchena, que se não são os melhores zagueiros do mundo, foram simplesmente monstros perto de Klose, Kuranyi e Gómez. Sergio Ramos e Capdevila marcaram Podolski e Schweinsteiger com precisão cirúrgica, e Marcos Senna mal deixou Ballack pegar na bola. E como Frings e Hitzlsperger estiveram longe de conseguir produzir algo decente, a Alemanha foi uma sombra em campo, mal ameaçando Casillas. Na frente, Fernando Torres fez a galera de vermelho esquecer de vez Raúl, e depois de cabecear uma bola na trave, meteu na rede o gol do segundo título europeu da Espanha, 44 anos depois do primeiro. O técnico Luis Aragonés não é nenhum Ferguson, e é mais lembrado pelos comentários racistas com relação à Henry do que qualquer outra coisa. Mas teve muito méritos em armar a Espanha do jeito certo, sem se importar que jogadores com Fàbregas (banco) e Raúl (nem convocado) estivessem fora do time. A Fúria apaga de seu currículo o quesito “Amarelão Oficial” e pode chegar à próxima Copa do Mundo em condições de brilhar de novo. A Alemanha, não empolgou nunca durante a Euro, e esse time nem parece ter cara de que um dia vá empolgar. Mas como já foi dito, a Alemanha é sempre a Alemanha.

Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm (Jansen); Schweinsteiger, Frings, Ballack, Hitzlsperger (Kuranyi) e Podolski; Klose (Gómez).
Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Iniesta, Xavi Hernández, Senna, Fàbregas (Xabi Alonso) e Silva (Santi Cazorla); Torres (Güiza).
Melhor em Campo da UEFA: Fernando Torres (ESP)
Cartões Amarelos: Ballack, Kuranyi (ALE), Casillas e Fernando Torres (ESP).
Gol: Fernando Torres (ESP) aos 33min do 1º tempo.
Estádio: Ernst Happel, Viena, Áustria.
Árbitro: Roberto Rosetti (ITÁ).

Seleção da Euro da UEFA
Goleiros: Buffon (ITA), Casillas (ESP) e Van der Sar (HOL).
Defensores: Bosingwa (POR), Lahm (ALE), Marchena (ESP), Pepe (POR), Puyol (ESP) e Zhirkov (RÚS).
Meio-Campistas: Hamit Altintop (TUR), Modric (CRO), Marcos Senna (ESP), Xavi (ESP), Zyryanov (RÚS), Ballack (ALE), Fàbregas (ESP), Iniesta (ESP), Podolski (ALE) e Sneijder (HOL).
Atacantes: Arshavin (RÚS), Pavlyuchenko (RÚS), Fernando Torres (ESP) e David Villa (ESP).
Melhor Jogador da Euro pela UEFA: Xavi (ESP).

Rafael Porto

sexta-feira, 27 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Semifinais

Rússia 0x3 Espanha

Apesar da camisa, esse time da Espanha provou que de amarelão não tem nada. Mostrando o mesmo futebol envolvente apresentado em toda competição (com exceção do jogo contra a Itália), a Espanha destruiu a excelente seleção da Rússia, que pintava como grande zebra da competição depois de eliminar a Holanda com grande futebol. Mas na semifinal os russos não brilharam. Arshavin e Pavlyuchenko estavam em um dia pouquíssimo inspirado, Zhirkov foi marcado com excelência por Sergio Ramos, e o meio campo não conseguiu impor a tradicional correria em cima dos quase perfeitos meias espanhóis. E foi esse setor que ganhou o jogo para a Fúria, novamente. Marcos Senna tem sido um gigante, apoiando a insegura defesa dos ibéricos. David Silva, Iniesta e Xavi trocam passes e se movimentam com uma tranqüilidade escandalosa, como se jogassem bola juntos desde crianças. Não dá nem pra se irritar com a ausência de Fàbregas e Xabi Alonso no time titular, de tão boas que foram as atuações da meia-cancha espanhola. Quando Villa se machucou, ainda no primeiro tempo, os mais pessimistas podiam até ter pensado que a vaca ia pro brejo, mas a entrada de Fàbregas melhorou ainda mais o jogo. No segundo tempo, com David Silva mais contido, Fàbregas pôde mostrar que é o melhor reserva da Euro. Sofrendo o gol no começo da segunda etapa, Guus Hiddink mandou a Rússia pra frente, colocando Bilyaletdinov e Sychev. Não adiantou, e a Espanha deitou e rolou nos contra ataques. Fúria na final contra a Alemanha, favorita pelo futebol apresentado, azarão pela camisa e tradição. Rússia eliminada, mas com orgulho futebolístico reconquistado. E com Hiddink no comando, é figura certa nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2010.

Rússia: Akinfeev; Anyukov, V. Berezutski, Ignashevich e Zhirkov; Zyryanov, Semak, Semshov (Bilyaletdinov) e Saenko (Sychev); Pavlyuchenko e Arshavin.
Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Puyol e Capdevila; Iniesta, Senna, Xavi Hernández e Silva; Villa (Fàbregas) e Torres (Güiza).
Melhor em Campo da UEFA: Iniesta (ESP).
Cartões Amarelos: Zhirkov e Bilyaletdinov (RÚS).
Gols: Xavi Hernández (ESP) aos 5min do 2o tempo, Güiza (ESP) aos 28min do 2o tempo e Silva (ESP) aos 37min do 2o tempo.
Estádio: Ernst Happel, Viena, Áustria.
Árbitro: Franck De Bleeckere (BÉL).

Rafael Porto

quarta-feira, 25 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Semifinais

Alemanha 3x2 Turquia

A Turquia surpreendeu o mundo por ter feito gols nos minutos finais em três jogos decisivos da Euro. O que muita gente esqueceu é que a Alemanha faz isso há uns 300 anos. E a primeira semifinal da competição foi decidida assim, com um gol alemão no último minuto da partida. A partida não foi das mais interessantes do ponto de vista técnico. Com apenas três jogadores no banco devido às suspensões e lesões, a Turquia deixou a Alemanha jogar e apostava em contra-ataques, especialmente pela direita, com Hamit Altintop e Kazim Kazim. Mas o primeiro tempo do Nationalelf foi muito fraco, principalmente o de Lahm, que acabou se redimindo no segundo tempo. Com a timidez alemã, os turcos começaram a se soltar, a ir para o ataque, e depois de uma bola no travessão, abriram o placar com um frango de Lehmann. O gol despertou os germânicos. E injustamente, porque não jogaram nada na primeira etapa, a Alemanha empatou, depois de uma jogada belíssima de Podolski e Schweinsteiger. Na segunda etapa, a entrada de Frings no time alemão fez toda a diferença. O jogador deixou Ballack mais à vontade para se aproximar do ataque. A cautela turca, e o estilo de jogo imutável da Alemanha fizeram com que o segundo tempo fosse bem fraquinho, mas o final compensou. Klose virou para os germânicos, e Sentürk empatou na seqüência. Mas no apagar das luzes, Lahm fez uma tabela maravilhosa com Hitzlsperger e fez um golaço. Vaga na final para o Nationalmanschaft, que demorou para embalar na Euro mas agora é favorito contra qualquer adversário que sair do jogo de amanhã, entre Espanha e Rússia. E a Turquia deve se orgulhar muito, porque com a seleção que tem, fez muito, mas muito mais do que era esperado.

Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schweinsteiger, Hitzlsperger, Ballack, Rolfes (Frings) e Podolski; Klose (Jansen).
Turquia: Rüstü Reçber; Sabri Sarioglu, Mehmet Topal, Gökhan Zan e Hakan Balta; Kazim Kazim (Tümer Metin), Hamit Altintop, Aurélio, Ayhan Akman (Mevlüt Erdinç) e Ugur Boral (Gökdeniz Karadeniz); Semih Sentürk.
Melhor em Campo da UEFA: Lahm (ALE).
Cartões Amarelos: Semih Sentürk e Sabri Sarioglu (TUR).
Gols: Ugur Boral (TUR) aos 22min do 1º tempo, Schweinsteiger (ALE) aos 26min do 1º tempo, Klose (ALE) aos 29min do 2º tempo, Semih Sentürk (TUR) aos 41min do 2º tempo e Lahm (ALE) aos 45min do 2º tempo.
Estádio: St. Jakob-Park, Basiléia, Suíça.

Árbitro: Massimo Busacca (SUÍ).
Como esses caras são muito feios, coloco aqui a foto da mulher do Schweinsteiger, para dar uma animada no blog.

Rafael Porto

segunda-feira, 23 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Quartas-de-Final

Espanha 0x0 Itália (4x2 nos pênaltis)

A última partida das quartas-de-final da Euro foi bem pior do que se imaginava. Mas não foi por falta de tentativa das duas equipes, e sim pela característica natural dos times. A Espanha, novamente apostando nas rápidas trocas de passes e posições dos seus meio-campistas, foi para cima da Itália, sem medo dos campeões do mundo. E os italianos fizeram o de sempre, se segurando na defesa e apostando nos contra-ataques. Essa diferença de estratégias das duas seleções fez com que a Espanha tivesse mais domínio de bola, mas deixou o jogo sem muitas chances de gol para ninguém. Enquanto Casillas brilhava na meta da Fúria, já dando uma dica de como seria a disputa de pênaltis, a Squadra Azzurra sofria com a atuação fraca de Aquilani e Perrotta. No segundo tempo, Camoranesi melhorou bastante o setor de armação italiano, impedindo Toni e Cassano de ficarem tão isolados na frente. Na zaga, Chiellini foi um monstro, e pode ser considerado um dos principais responsáveis pela partida ter ido para a prorrogação e depois para os pênaltis. Nas penalidades, Villa marcou para a Espanha, Grosso empatou, Cazorla colocou a Fúria na frente, Casillas defendeu a cobrança de De Rossi, Marcos Senna fez 3x1, Camoranesi diminuiu, Güiza parou nas mãos de Buffon, Casillas pegou a cobrança de Di Natale, e Fàbregas fechou a seqüência, classificando a Espanha para a semifinal de uma competição importante pela primeira vez em 24 anos. Finalmente a Fúria não amarelou, mas agora vai encarar uma pedreira daquelas contra a Rússia. Já os italianos voltam para casa frustrados, depois de não terem conseguido apresentar um grande futebol em nenhum momento da Euro.

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevila; Xavi (Fàbregas), Marcos Senna, Iniesta (Cazorla) e David Silva; Villa e Fernando Torres (Güiza).
Itália: Buffon; Zambrotta, Panucci, Chiellini e Grosso; Aquilani (Del Piero), De Rossi, Ambrosini e Perrotta (Camoranesi); Cassano (Di Natale) e Toni.
Melhor em Campo da UEFA: Casillas (ESP).
Cartões Amarelos: Iniesta, Villa, Cazorla (ESP) e Ambrosini (ITA).
Estádio: Ernst Happel, Viena, Áustria.
Árbitro: Herbert Fandel (ALE).


Rafael Porto

domingo, 22 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Quartas-de-Final

Holanda 1x3 Rússia

Uma atuação de primeiro nível da seleção russa eliminou a favorita Holanda, que já era dada como virtual campeã por muita gente. Mas os russos, mesmo tendo um dia a menos de descanso e não tendo poupado jogadores na última rodada da fase de grupos, voltou a se impor pelo condicionamento físico, assim como havia feito contra a Suécia. A Rússia foi pra cima da Holanda, querendo abrir o placar e desmontar a tática holandesa de jogar nos contra-ataques. Se aproveitando do ofensivismo russo, a Orange ameaçava muito, mas com menos brilhantismo técnico do que mostrado na primeira fase. Na segunda etapa, quando finalmente inaugurou o marcador, a Rússia não se acomodou, continuou em cima, buscando a definição do placar. Mas no fim da partida, em uma falta cobrada na direita da grande área, os batavos empataram e levaram o jogo para a prorrogação. No tempo extra, mais correria russa até que, merecidamente, a meta holandesa ruiu. Mais uma campanha fantástica de um time treinador pelo holandês Guus Hiddink, que já havia levado a Coréia do Sul às semifinais da Copa do Mundo de 2002, a Austrália às oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2006, e o PSV às semifinais da Liga dos Campeões em 2005. A Holanda novamente vai embora com um clima de decepção, depois de mostrar o melhor futebol no começo da competição. Van Basten se despede da seleção, e vai treinar o Ajax. E italianos e espanhóis precisam pôr as barbas de molho, porque a Rússia não será uma adversária tranqüila na próxima fase.

Holanda: Van der Sar; Boulahrouz (Heitinga), Ooijer, Mathijsen e Van Bronckhorst; Kuyt (Van Persie), De Jong, Van der Vaart, Engelaar (Afellay) e Sneijder; Van Nistelrooy.
Rússia: Akinfeev; Anyukov, Ignashevich, Kolodin e Zhirkov; Zyryanov, Semak, Semshov (Bilyaletdinov) e Saenko (Torbinski); Pavlyuchenko (Sychev) e Arshavin.
Melhor em Campo da UEFA: Arshavin (RÙS).
Cartões Amarelos: Boulahrouz, Van der Vaart, Van Persie (HOL), Kolodin, Zhirkov e Torbinski (RÚS).
Gols: Pavlyuchenko (RÚS) aos 11 min do 2º tempo, Van Nistelrooy (HOL) aos 41 min do 2º tempo, Torbinski (RÚS) aos 7 min do 2º tempo da prorrogação e Arshavin (RÚS) aos 11 min do 2º tempo da prorrogação.
Estádio: St. Jakob-Park, Basiléia, Suíça.
Árbitro: Lubos Michel (ESL).

Rafael Porto

sábado, 21 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Quartas-de-Final

Croácia 1x1 Turquia (1x3 nos pênaltis)

Um jogo horroroso e um final espetacular. Só o futebol é capaz de produzir uma anomalia como essa. O primeiro tempo até apresentou um futebol aceitável. A Croácia manteve o esquema que fez 100% de aproveitamento na primeira fase, com Kranjcar jogando atrás do único atacante, Olic, e apostando na movimentação incansável do excelente Modric. Já a Turquia inovou, dando mais liberdade para os laterais apoiarem o ataque. A mudança fez diferença, já que o lateral-direito Hamit Altintop é talvez o melhor atleta turco. Mas as duas equipes, apesar de muita vontade e dedição, pouco apresentaram em termos de técnica. Na segunda etapa o jogo piorou muito, e ficou extremamente truncado, com a bola presa no meio de campo. Com o resultado final em 0x0 ao final dos 90 minutos, o jogo foi para a prorrogação. E na primeira parte do tempo extra, o que se viu foi uma blitz turca. Os otomanos foram para cima apostando na mesma arma que os levou às quartas-de-final, a raça. Mas mesmo assim, o jogo continuava com cara de decisão nos pênaltis. No segundo tempo essa cara persistiu, e quando tudo indicava as penalidades, aos 13 minutos Modric cruzou, Rustu saiu mal do gol, e Klasnic fez 1 a 0. Festa croata, classificação garantida. Mas a Turquia, novamente, não deixou de acreditar. E Rustu, que minutos antes assumia o papel de vilão, lançou a bola para área, e Senturk acertou um lindo chute para empatar o jogo, nos descontos da prorrogação. Depois disso, enquanto os turcos se empolgaram, os croatas se desesperaram. E nos pênaltis, como é bastante comum, o craque do jogo falhou. Modric desperdiçou a primeira cobrança croata, Arda Turam marcou, Srna empatou, Senturk colocou a Turquia na frente, Rakitic também errou, Altintop fez 3x1 e Rustu assumiu de vez o papel de herói ao pegar o último chute dos balcânicos, de Petric, selando uma improvável classificação turca para as semifinais, onde enfrenta a Alemanha. E vai precisar de muita força de vontade e garra para superar o cansaço e os desfalques na partida. Mas dessa Turquia, já não é mais possível duvidar.

Croácia: Pletikosa; Corluka, R. Kovac, Simunic e Pranjic; Srna, Modric, N. Kovac e Rakitic; Kranjcar (Petric) e Olic (Klasnic).
Turquia: Rüstü Reçber; Hamit Altintop, Gökhan Zan, Emre Asik e Hakan Balta; Sabri Sarioglu, Mehmet Topal (Semih Sentürk), Tuncay Sanli e Arda Turam; Kazim Kazim (Ugur Boral) e Nihat Kahveci (Gökdeniz Karadeniz).
Melhor em Campo da UEFA: Hamit Altintop (TUR).
Cartões Amarelos: Arda Turam, Emre Asik, Tuncay Sanli e Ugur Boral (TUR).
Gols: Klasnic (CRO) aos 14 min e Semih Sentürk (TUR) aos 16 min do 2º tempo da prorrogação. Estádio: Ernst Happel, Viena, Suíça.
Árbitro: Roberto Rosetti (ITÁ).

Rafael Porto

quinta-feira, 19 de junho de 2008

UEFA Euro 2008 – Quartas-de-Final

Portugal 2x3 Alemanha

Quem ainda tem coragem de dizer que camisa não ganha jogo? Na partida que abriu as quartas-de-final da UEFA Euro 2008, a Alemanha venceu Portugal apostando muito no fator camisa. Na primeira fase, enquanto os portugueses mostraram bom futebol e empolgaram no Grupo A, os alemães se arrastaram em campo no Grupo B. Mas na hora da decisão, a Alemanha é a Alemanha. Sem o técnico Joachim Löw no banco (ele foi expulso no jogo contra a Áustria), a Alemanha foi a campo com uma formação diferente. Sem poder contar com Frings, que está lesionado, o Nationalelf apostou em Rolfes e Hitzlsperger para proteger a defesa, o que deixou Schweinsteiger e Ballack mais à vontade na função de armar as jogadas. Do lado português, Cristiano Ronaldo e Deco estavam em um dia particularmente infeliz, o que dificultou as coisas. Petit e Paulo Ferreira também não jogaram nada, mas desses pouco se esperava. A Alemanha agora aguarda o vencedor de Croácia x Turquia para saber quem será seu adversário na semifinal. Já no lado de Portugal, o jogo marcou a despedida de Luiz Felipe Scolari do comando dos Tugas, depois de 6 anos no cargo. Nesse tempo, Felipão devolveu o orgulho aos portugueses quando o assunto é futebol. Boa sorte para ele no Chelsea, e boa sorte para Portugal, que vai precisar encontrar um treinador à altura se quiser continuar sendo protagonista no mundo da bola.

Portugal: Ricardo; Bosingwa, Pepe, Carvalho e Ferreira; Cristiano Ronaldo, Petit (Hélder Postiga), Deco, João Moutinho (Raul Meireles) e Simão; Nuno Gomes (Nani).
Alemanha: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schweinsteiger (Fritz), Rolfes, Ballack e Hitzlsperger (Borowski); Klose (Jansen) e Podolski.
Melhor em Campo da UEFA: Schweinsteiger (ALE).
Cartões Amarelos: Petit, Pepe, Hélder Postiga (POR), Friedrich e Lahm (ALE).
Gols: Schweinsteiger (ALE) aos 22, Klose (ALE) aos 26 e Nuno Gomes (POR) aos 40 do 1º tempo. Ballack (ALE) aos 16 e Hélder Postiga (POR) aos 42 do 2º tempo.
Estádio: St. Jakob-Park, Basiléia, Suíça.
Árbitro: Peter Fröjdfeldt (SUÉ).

Rafael Porto